O encontro

by - domingo, julho 28, 2013



Passei a véspera do nosso encontro com aquele friozinho na barriga. Era medo e ansiedade, assim mesmo tudo junto e misturado. Toda aquela agonia apenas porque a gente iria se ver. Que boba! Estava nervosa confesso, mas quem não ficaria em meu lugar? Eu tinha o direito de me sentir assim, afinal tu havias deixado todo o roteiro do nosso encontro em minhas mãos. Tua forma doce de tentar me acalmar dizendo que só queria estar comigo não adiantou em nada, pois o lugar que havia escolhido para o nosso encontro ainda era um pouco estranho para mim, ainda me sentia como uma forasteira por lá. 

Terminei perdendo a hora e quando vi o relógio, faltavam apenas três horas para o nosso encontro. Não tive tempo de escolher a melhor roupa, porém ainda me dei ao luxo de escolher a segunda opção do guarda-roupas. Tentei ficar legal, mas ainda me sentia estranha, me sentia terrível. Saí de casa atrasada e já fazendo mil xingamentos mentais a mim mesma por ter escolhido aquela roupa, aquela bolsa, aquele sapato. 

Peguei o meio de transporte mais rápido para chegar ao nosso encontro, o metrô. Fui o caminho todo confortável, no ar refrigerado, sentada. Tinha até separado um livro para ler no caminho e me fazer esquecer que estava nervosa, mas terminou que o esqueci em cima da cama. Droga. Sempre esqueço os itens mais importantes! Faltavam apenas quinze minutos para o horário marcado e eu ainda estava no meio do caminho, quando recebi uma mensagem tua pedindo desculpas e dizendo que se atrasaria. E foi nesse dia que pela primeira vez fiquei feliz por alguém se atrasar, afinal os dois não iriam chegar no horário marcado.

Cheguei com um atraso de apenas dez minutos, foi até bom pois pensei que levaria bem mais. O bar estava lotado, passei quinze minutos para pegar uma bebida e mais algum tempo para achar um lugar confortável e te esperar. Por sorte encontrei um logo e sentei rapidamente para não perde-lo.

Não havia passado dois minutos quando tu apareceu. Demos aquele abraço meio que demorado e nervoso para só depois nos sentarmos lá no cantinho do bar e conversarmos. Bebemos um pouco, acho que até para ficamos mais soltos mas não passamos de dois copos, o que foi bom. Me sentia tímida. Nervosa. E esses sentimentos pioravam mais sempre que nossos olhos se cruzavam. Teu olhar tinha algo misterioso, tinha um desejo por algo que eu desconhecia, ou talvez não quisesse saber. Porém, foi num momento assim, em que nossos olhares se cruzaram, que nos beijamos. Um dos beijos mais doces que já tive. 

Passamos o resto da noite assim. Entre conversas, carinhos e risos. Noite esta, embalada por uma trilha sonora da qual nunca mais esquecerei. Parece até que sabiam do nosso encontro e escolheram aquelas músicas especialmente para nós. E ficamos ali, juntinhos apenas desejando que aquela noite não tivesse mais fim.

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